BRASIL ANTROPOFÁGICO E AS CORES DE LINA BO BARDI


Está acontecendo no CCBB, na praça da liberdade, uma exposição chamada brasilidade pós-modernismo, que celebra o centenário da semana de arte moderna de 1922. A mostra faz uso de fotografias, esculturas, instalações, fotografias, desenhos e mídias e demonstra como a arte do país é diversificada e antropofágica, como colocado por Oswald Andrade, se misturando a diversas influências externas e criando sua própria forma de expressão.

Obras de Adriana Varejão, fazendo referência aos azulejos portugueses

A exposição se divide em 6 núcleos principais: liberdade, identidade, natureza, futuro, estética e poesia, e vale muito a pena de ser visitada com calma para a leitura dos textos auxiliares sobre cada autor, dessa maneira permitindo uma maior compreensão das obras.

Gostaria de chamar atenção para os desenhos de Lina Bo Bardi, uma importante e marcante arquiteta italiana naturalizada brasileira. Achei muito interessante a discussão que tivemos em sala sobre desenhos de projetos e o quanto os desenhos dela soam lúdicos, mesmo contendo uma carga enorme de informações. Mostra como para expressar uma ideia inicialmente não é preciso recorrer a desenhos realistas e perfeitos, o importante é esse diálogo entre o desenho e as ideias que se quer passar das características que você quer colocar naquele lugar. 







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